quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Sobre o tempo.


1 ano. 12 meses. 365 dias.
Quantas palavras se calaram ao longo desse tempo?
Quantos sentimentos deixaram de fluir pelas linhas do papel?
Há tempo pra tudo. De fato, mas nós também não temos controle sobre o tempo?
Sobre o 'nosso' tempo, pelo menos?
1 ano, definitivamente é muito tempo.
Mas é que, às vezes, a gente perde a noção do tempo.
Sempre achamos que teremos tempo de sobra.
Mas o tempo nunca é suficiente.
Quanto tempo de nossas vidas já desperdiçamos por pensar assim?
Tem gente que vive, tem gente que sobrevive e tem gente que espera a morte chegar.
O que você tem feito com o seu tempo?
(Elizabeth Giesta)

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Sobre a saudade.



"Uma saudade muito forte me acompanha. 
Saudade de coisas, de tempos, de pessoas.
Coisas que se foram. Tempos que não voltam.
Pessoas que não existem mais". (Elizabeth Giesta)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Pain.


"Cada amigo que um dia parte, leva consigo um pedaço de mim.
Isso às vezes me dá medo. Pois de tanta partida, um dia eu chego ao fim". 
(Elizabeth Giesta).

sábado, 27 de outubro de 2012

Tempo.


"Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar e tempo de curar; tempo de derrubar e tempo de edificar;
Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar;
Tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz".
 (Eclesiastes 3:1-8)



"... tenho que encontrar o meu caminho, pra que eu possa compreender sozinho, as coisas que eu não entendo".

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

matando pessoas.


Se não a vejo, não penso nela.
Se não penso nela, ela não existe.
Se ela não existe, não me faz falta.
Se não me faz falta, não sinto vontade de vê-la.



"You gonna have to teach me how to say goodbye, goodbye..."


sábado, 8 de setembro de 2012

Me, Myself and I



Passei anos da minha vida sentindo a necessidade de ser amada por todos ao meu redor, até que comecei a sentir falta do meu próprio amor. E acabei descobrindo que se nem mesmo eu estava me amando, não seria possível cobrar esse sentimento dos outros. Foi então que decidi começar um relacionamento comigo mesma. Hoje me levo ao cinema, me convido pra jantar e me compro presentes. Me elogio, fico horas trocando idéias comigo mesma, vocês não imaginam como eu me compreendo. Me amo muito e sei que sou correspondida. E não existe nada melhor que isso.
É que com com o passar dos anos, a gente percebe que em primeiro lugar vem a gente, em segundo também e só então vem os outros. E não venham me dizer que isso é egoísmo, pois não é. Afinal, quanto mais amor eu me dou, mais cheia de amor eu fico, e só assim eu posso ter amor suficiente para dar aos outros.


"How can I love when I'm afraid to fall?"

sábado, 9 de junho de 2012

O fim é só o começo


Escrevia como se fossem minhas última palavras, como se fossem minhas últimas horas de vida.
Tudo o que eu queria era beijar minha menina, tomar a última cerveja com meu melhor amigo, dar aquele abraço apertado na 'velha' e dizer pra ela que eu tinha juízo, sim, e que foi ela quem me deu esse juízo.
Mas nada aconteceu como eu queria.
Não beijei minha menina.
Não bebi com meu amigo.
Não abracei minha mãe.
Apenas esperei, lentamente, que aquele dia acabasse.
Sente no parapeito da janela e observei o pôr-do-sol.
-Tão clichê.
E quando o dia terminou, senti aquele frenesi e deixei uma lágrima escorrer pelo olho esquerdo.
Então era isso. Tinha chegado ao fim da linha.
Nada mais poderia fazer para evitar o inevitável.
Fechei a janela, deitei na cama e esperei a morte chegar.



"Abre a janela agora, d
eixa que o sol te veja. 
É só lembrar que o amor é tão maior; q
ue estamos sós no céu. 
Abre as cortinas pra mim, q
ue eu não me escondo de ninguém. 
O amor já desvendou nosso lugar e
 agora está de bem. 
Deixa o moço bater q
ue eu cansei da nossa fuga. 
Já não vejo motivos p
ra um amor de tantas rugas n
ão ter o seu lugar. 
Diz, quem é maior que o amor? 
Me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora. 
Vem, vamos além. 
Vão dizer, que a vida é passageira, s
em notar que a nossa estrela vai cair..."


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Prólogo


Olhou com certo nojo pro cimento sujo do banco em que estava sentada. Pensou por um minuto no que a fizera chegar até ali.
Bateu duas vezes os dedos no cigarro antes de dar uma profunda tragada. Já estava impaciente com a demora do rapaz em trazer o troco da gasolina. Odiava essas lojas de conveniência de beira de estrada. Levou o cigarro a boca mais uma vez. Sentiu a calmaria penetrar seus pulmões. Suas mãos foram parando de tremer, mas logo depois sentiu uma ânsia de vômito.
"Droga, voltei pra essa merda desse vício".
Era a primeira vez em meses que colocava um cigarro na boca. Tinha parado desde o último natal, logo após a morte de seu pai. Ele sempre lhe pedira para parar com 'essa idiotice'. Quando ele se foi, ela achou que já era hora de parar mesmo.
Mas dessa vez não pode resistir. Era coisa de mais invadindo sua mente. Precisava da nicotina para mandar pra longe aquilo tudo.
Se seu pai soubesse o momento pelo qual ela estava passando, se soubesse o que acontecera nas últimas 24 horas, ele mesmo teria acendido aquele cigarro. Teria acendido o cigarro e fumado junto.
Acontece que ele não estava ali. Ela estava completamente sozinha. Sozinha naquele turbilhão de acontecimentos e era assim que teria de seguir se quisesse limpar seu nome e colocar as coisas no lugar.
Deu mais uma tragada e respirou fundo para que aquele momento durasse o máximo possível.
Pronto. O rapaz vinha se aproximando com o troco.
Abriu os dedos e deixou a ponta de cigarro marcada com o resto de batom vermelho cair no chão. Pisou firme para que a chama se apagasse.
Levantou do banco sujo, batendo a poeira da saia jeans surrada e ajeitou a alça do sutiã que teimava em cair por trás da camiseta branca. Pegou o troco, evitando contato visual com o garoto e seguiu em direção ao carro.
Entrou, pôs a chave na ignição. O relógio marcava 02:15.
Merda. Tá ficando tarde.
E estava mesmo. Ela tinha que correr, em poucas horas a polícia estaria atrás dela e sua foto estaria em todos os noticiários do país.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Music is Life


Café com pão.
Livro na mão.
corpo no chão.

Sobra café e falta tempo.

Papel amassado.
Cabelo enrolado.
Olho fechado.

Falta café e falta tempo.

Tempo pra estudar,
Tempo pra amar,
Tempo pra se cuidar.

E quando parece não vou mais aguentar...

Ouço aquela música tocar.
Tiro os móveis do lugar.
Então começo a dançar.

E só por um minuto...

Esqueço o café
Esqueço o tempo
E deixo a música entrar

Pra que levar a vida assim?

Que falta café.
Que falte tempo.
Mas que não falte música.

"Floating, falling, sweet intoxication. Touch me, trust me, savour each sensation. Let the dream begin, let your darker side give in. To the power of the music that I write. The power of the music of the night"

domingo, 1 de abril de 2012

Uniforme de Balada


Eis que, depois de meses sem sair de casa para esse tipo de coisa, sou convidada para a festa de aniversário de uma amiga numa boate aqui perto de casa.
Até ai tudo bem. Estava precisando mesmo sair de casa, dançar e me divertir.
O tempo estava mais fresco e imediatamente pensei: 'Que ótimo, vou usar minha blusa nova de oncinha'.
Aproximadamente 1 hora e meia antes da festa, começo a me arrumar.
Make bem preta, cabelo preso num coquinho lateral, blusa de manga comprida de oncinha, bem larga, calça skinny preta, sandália de salto preta, meus anéis caveirísticos e uma clutch preta. Perfeito.
Ou, pelo menos, era isso que eu pensava até chegar no local e me deparar com todas as meninas - inclusive minha amiga - com o bendito 'uniforme' de balada.
Ahh vai, você sabe bem o que estou falando... 'uniforme' de balada =  (micro) vestidinho colado ao corpo à la Geisy + bolsinha de corrente + cabelão mega liso e solto.
Me lembrei das vezes que minha mãe esquecia de lavar meu uniforme e eu tinha que ir pro colégio de roupa normal e todo mundo da sua sala começava a me olhar com olhares de recriminação, rsrs.
Comentei o fato com minha amiga e ela simplesmente confirmou minha teoria, ao dizer: "Ahh, você tá super bem vestida, amiga, mas eu te disse que era em uma boate, todo mundo usa roupa assim em boate".
Ok, é verdade. Todo mundo veste roupa assim em boate. Todo mundo, menos eu.
Desculpe, mundo... mas meu cabelo não bate na minha bunda - ele não cresce o suficiente pra isso, ainda mais depois que o cortei na altura do ombro.
Além disso, não é que eu ache feio esse tipo de vestido, acho que alguns modelos são até bem bonitos e elegantes (não esse da foto. =P), mas me sinto desconfortável demais tendo cada centímetro do meu corpo realçado por um vestido desses - principalmente os muitos cm da cintura e os poucos da bunda, haha.
"Ahh, mas é porque você não é gostosa" - vão dizer as más línguas. É, pode ser... mas sempre preferi que me disessem "nossa, você está uma gracinha" do que "nossa, gata, tu tá muito gostosa".
Fazer o que né, acho que nasci na década errada.


  • "I'm a Barbie girl in a Barbie world. Life in plastic, it's fantastic..."